Luva Térmica: Por que utilizar?

Assim como todos os tipos de EPIs, a Luva Térmica é fundamental para assegurar a saúde e a segurança física de um trabalhador. Como o próprio nome já sugere, ela protege o usuário contra os riscos provocados por temperaturas extremas – seja o calor ou frio. 

Sempre que um ambiente de trabalho oferecer riscos aos profissionais envolvidos, Medidas de Controle de Risco deverão ser tomadas. Essas medidas deverão seguir uma hierarquia de controle, ou seja, uma ordem de prioridades a serem efetuadas. 

Quando todas as medidas preventivas já tiverem sido tomadas e ainda assim forem insuficientes para eliminar os agentes de risco, os EPIs serão obrigatórios. Neste momento que entram equipamentos como a Luva Térmica, o Capacete de Proteção, Calçados de Segurança, entre diversos outros. 

Dessa forma, podemos afirmar que os EPIs tornam-se a última medida de segurança para proteger o trabalhador. Por isso, devem ser levados em consideração com muita sabedoria, conhecimento e responsabilidade.

No artigo de hoje iremos mostrar a você as principais informações sobre a Luva Térmica e por que ela é tão importante nas mais diversas profissões. Portanto, se você tem dúvidas quanto a este assunto, fique ligado! 



O QUE É LUVA TÉRMICA? 



São muitos os riscos que podem existir dentro de um ambiente de trabalho e, para cada um deles, existem os EPIs específicos para a proteção. As Luvas de Segurança, por exemplo, estão entre os equipamentos mais utilizados no mundo inteiro. 

O motivo é simples: segundo o Ministério do Trabalho, as mãos configuram uma das partes do corpo mais atingidas em acidentes de trabalho ou domésticos. Alguns exemplos desses acidentes são os cortes, perfurações, queimaduras causadas por temperaturas extremas…

Por isso, o uso do EPI é de extrema importância: para que o trabalhador exerça as suas tarefas com segurança na jornada de trabalho. A boa notícia é que para cada um desses agentes de risco, existe uma Luva de Segurança diferente

Assim é com a Luva Térmica, um EPI destinado exclusivamente a proteger as mãos do trabalhador que atua em contato com altas ou baixas temperaturas. Este equipamento é obrigatório nas mais diversas profissões, que nós veremos logo mais abaixo. 

Como as temperaturas extremas podem variar muito, seja em temperaturas quentes ou frias, existem diversos tipos de luvas térmicas. Para que possa atender a esse amplo mapa de riscos causados por essas temperaturas. 

Assim sendo, ao ser produzida, a Luva Térmica passa por dois testes que funcionam para avaliar o isolamento térmico daquele EPI. Esses testes funcionam para identificar o nível de desempenho das luvas ao proteger o trabalhador. Esse nível pode variar entre 0 e 4. 



ONDE É MAIS UTILIZADA? 



Por ser um EPI que protege contra temperaturas extremas, deve ser utilizado em todos os ambientes de trabalho que possuam esta característica. Dessa forma, estará criando uma barreira protetora nas mãos do trabalhador que não será afetado pelo agente de risco.

Entre as profissões mais comuns a utilizar a Luva Térmica, podemos citar:



1 - Trabalhos alimentícios;

2 - Indústria;

3 - Metalúrgicas;

4 - Frigoríficos;

5 - Borracharias;

6 - Matadouros;



Entre outros. 



LUVA TÉRMICA E A LEGISLAÇÃO 



Os Equipamentos de Proteção Individual são obrigatórios por lei, previstos pela Norma Regulamentadora de número 6. Sendo assim, toda empresa que admite funcionários em regime CLT e que possui ambientes de risco, tem o dever de fornecer os EPIs adequados para os seus colaboradores. 

Além disso, a Luva Térmica em específico, também atende a duas outras Normas, dessa vez Europeias, que definem os requisitos básicos de segurança para a produção das luvas. Cada uma dessas legislações é de suma importância para o empregador pois, em caso de descumprimento, multas e processos judiciais poderão ser aplicados. 

Vamos ver abaixo um pouco mais sobre cada uma dessas normas vigentes e os cuidados que você deve ter com elas.



NR 6



Como mencionamos, a NR 6 é a norma regulamentadora responsável por determinar todas as boas práticas relacionadas aos EPIs. Tanto no que tange o colaborador, quanto o empregador e até mesmo o fabricante dos materiais. 

Por se tratar de um EPI, a Luva Térmica se encaixa nesta norma e por isso deve ser seguido o que nela diz. Como por exemplo, quanto às responsabilidades que cada um possui sobre o equipamento, para garantir que o mesmo ofereça a proteção adequada.



Segundo o capítulo 6.6.1 da NR 6, os deveres do empregador quanto à Luva Térmica e demais EPIs são: 



- Adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

- Exigir seu uso;

- Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

- Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;

- Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

- Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,

- Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

- Registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. (Inserida pela Portaria SIT/DSST 107/2009)



Por outro lado, o colaborador também possui suas responsabilidades. Segundo a NR 6, é dever dos trabalhadores: 



- Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;

- Responsabilizar-se pela guarda e conservação;

- Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,

- Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.



Norma EN 388



A norma EN 388 é uma norma Europeia que estabelece os critérios e parâmetros de uma Luva de Segurança para proteção contra riscos mecânicos. Estes critérios serão expressos  através de um pictograma que é seguido por 4 números (níveis de desempenho, que vimos acima). Cada um desses números representa um teste contra um risco específico.

O mínimo esperado é que a Luva de Proteção contra riscos mecânicos obtenha um nível de desempenho igual ou superior a 1 para pelo menos um dos riscos específicos. Assim, entre estes riscos, podemos citar: corte, abrasão, rasgamento e perfuração. 



Quanto aos níveis de desempenho, o pictorama dos Riscos Mecânicos acompanha um código de quatro algarismos. Veja abaixo quais são eles: 



1. Resistência à abrasão com base no número de ciclos necessários para o rompimento da amostra da luva. Entende-se por rompimento, quando há um furo ou buraco que atravessa a amostra.

2. Resistência ao corte de lâminas com base no número de ciclos necessários para cortar através da amostra.

3. Resistência ao rasgamento com base na força necessária para rasgar a amostra.

4. Resistência à perfuração com base na força necessária para furar a amostra.



NORMA EN 407



A EN 407 é uma norma que determina os requisitos básicos de segurança para testes em uma Luva Térmica. Ou seja, luvas que serão envolvidas em situações que exigem a proteção contra riscos térmicos que envolvam calor e chamas. 

Nesse sentido, existem 6 requisitos básicos definidos pela norma: 



1. Propagação a pequenas chamas;

2. Calor de contato;

3. Calor convectivo;

4. Calor radiante;

5. Impacto de respingos de metal; e 

6. Grandes quantidades de metal. 



Ao serem submetidas a esses testes, as Luvas receberão uma avaliação que determinará o seu nível de performance. Sendo assim, esse nível poderá variar entre 0 (zero) a 4 (quatro), sendo 0 (zero) o pior resultado.

Para que seja aprovada, a Luva Térmica deverá receber pelo menos a avaliação nível 1 de desempenho. Ou seja, referente à resistência contra rasgamento e abrasão. Nesse sentido, a Luva poderá receber uma série de 6 níveis de desempenho, relacionados com características da proteção. 



São eles: 



- Resistência à inflamabilidade (nível de desempenho entre 0 e 4);

- Resistência ao calor de contato (nível de desempenho entre 0 e 4);

- Resistência ao calor de convecção (nível de desempenho entre 0 e 4);

- Resistência ao calor radiante (nível de desempenho entre 0 e 4);

- Resistência a respingos de metal fundido (nível de desempenho entre 0 e 4);

- Resistência a grandes massas de metal fundido (nível de desempenho entre 0 e 4).



Cada um destes algarismos utilizados para medir o desempenho da Luva Térmica possui suas definições.



Veja abaixo quais são elas, segundo a NR 407: 



Pictograma “calor e chama”:



- Resistência à inflamabilidade: período de tempo em que o material continua a arder e se mantém incandescente depois de a fonte de ignição ser retirada. A costura da luva não deve separar-se após um período de ignição de 15 segundos.

- Resistência ao calor de contato: amplitude de temperatura (100-500°C) à qual o usuário não sentirá dor durante pelo menos 15 segundos. Se for obtido um nível 3 ou superior, o produto registrará um resultado equivalente, pelo menos, ao nível 3 da NE no teste de inflamabilidade. Caso contrário, o nível máximo de calor de contato será indicado como nível 2.

- Resistência ao calor de convecção: baseado no período de tempo em que a luva consegue retardar a transferência de calor proveniente de uma chama. Um nível de desempenho apenas será mencionado se for obtido um nível de desempenho 3 ou 4 no teste de inflamabilidade.

- Resistência ao calor radiante: baseado no período de tempo em que a luva consegue retardar a transferência de calor, quando exposta a uma fonte de calor radiante. Um nível de desempenho apenas será mencionado se for obtido um nível de desempenho 3 ou 4 no teste de inflamabilidade.

- Resistência a pequenos respingos de metal fundido: o número de gotículas de metal fundido necessário para aquecer a luva de amostra a um determinado nível. Dessa forma, um nível de desempenho apenas será mencionado se for obtido um nível de desempenho 3 ou 4 no teste de inflamabilidade.

- Resistência a grandes massas de metal fundido: o peso de metal fundido necessário para causar alisamento ou perfurar uma pele falsa, colocada diretamente por baixo da luva de amostra.



Quando ocorre de respingos de metal permanecerem colados ao tecido da luva, ou mesmo nos casos em que a luva inflama, o teste falha. 



COMO ESCOLHER A SUA LUVA TÉRMICA 



Para escolher a Luva Térmica ideal você precisa levar em consideração três fatores: qual a intensidade dos riscos aos quais o trabalhador será submetido, qual o fabricante da luva e a Loja de EPIs que você está adquirindo o produto. 

Acertando estes três pontos cruciais, você terá a certeza de estar fazendo uma boa compra. Lembre-se sempre de que a decisão de quais EPIs serão utilizados deverá depender do Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais, que irá identificar os agentes de risco antes de qualquer outra coisa.

Por último, lembre-se de contar com um distribuidor de EPIs de confiança. Você precisa adquirir produtos em uma loja que você pode confiar. Dessa forma, você poderá contar com profissionais da Segurança do Trabalho disponíveis para orientar e tirar qualquer dúvida.



Fonte: http://www.prometalepis.com.br







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